Chifre de ouro!

Três viaturas da Polícia Militar, com policiais fardados, e homens à paisana que também se identificaram como policiais, deram suporte à invasão de um motel na divisa de Volta Redonda com Barra Mansa, onde estava, com outro homem, a mulher de um empresário de Barra Mansa. O empresário Laci Mendonça, de 50 anos, flagrou a mulher dele, Clarice Copelli, 30, com o amante Arlen de Freitas. A mulher teria sido agredida pelo empresário, que foi contido pelos PMs. O empresário é dono da Joalheria Mendonça, que tem loja em Barra Mansa e em Volta Redonda.

Chifre de ouro!

Embora adultério não seja crime pelo Código Penal atual, a ação desesperada do marido traído contou com um inédito acompanhamento de seis policiais fardados e sete homens paisanos que se diziam policiais. Um deles entrou pela porta lateral de serviços administrativos do motel, dizendo ser da polícia, e abriu caminho para a entrada de mais homens, que revistaram as garagens. Há informações de que alguns dos invasores fazem a segurança da joalheria do empresário.

Quando o carro do amante foi encontrado, foi dado o alerta. O marido, o advogado Aluisio Teles e os PMs fardados – que até então se encontravam concentrados do lado de fora – entraram no motel pulando a cancela do portão de saída. A porta do quarto foi arrombada e entraram o marido, os policiais e dois filhos do primeiro casamento do empresário. Um dos filhos filmou a invasão, inclusive a mulher nua tentando se envolver em um lençol, enquanto gritava em desespero.

O marido partiu para a agressão contra a mulher, até ser contido pelos PMs fardados. O amante levou um soco no nariz. O marido teve a camisa rasgada e arranhões no peito. Todos foram levados à 90 DP (Barra Mansa). Porém, antes de o delegado dar início ao procedimento criminal, os três foram medicados num hospital da cidade.

Segundo testemunha, a intenção do acusado é conseguir provas contra a mulher para ficar com os dois filhos do casal, um menino de 3 anos e um bebê de 8 meses.

- Laci chamou a polícia e a imprensa para registrar o fato porque tinha de ter argumentos para apresentar na Justiça, já que ele sabe que adultério não é mais considerado crime – disse uma testemunha.

O DIÁRIO DO VALE acompanhou de perto a invasão do motel. O jornal foi avisado, uma hora antes, por uma pessoa ligada a Laci, de que ele iria ao motel flagrar a mulher em adultério e queria a presença do DIÁRIO DO VALE, ressaltando que a reportagem seria de interesse público porque o bebê de 8 meses do casal poderia também estar no local.

Não havia, no entanto, nenhum bebê e nem ele foi mais mencionado durante todo o episódio.

Na cobertura da invasão do motel, o DIÁRIO DO VALE se absteve de fotografar a mulher, o amante ou mesmo o marido ou entrevistar qualquer um dos três naquele momento. O caso, por sinal, só ganhou a dimensão de notícia em virtude da participação de policiais em um episódio de natureza particular que toca na questão do direito à privacidade.

O dono do motel esteve na delegacia, mas não informou se registraria queixa. Na saída da DP, ele disse ao DIÁRIO DO VALE que ainda iria pensar sobre o assunto.




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